Parcerias público-privadas para o desenvolvimento
Data desta versão 21 de Abril de 2003

O novo paradigma do desenvolvimento baseado na responsabilização mútua dos governos relativamente aos objectivos de erradicação da pobreza (o chamado consenso de Monterrey) está na base de projectos realizados e a realizar no âmbito da OCDE e do IICT sobre parcerias público-privadas para o desenvolvimento. Como se prestam à formulação das políticas com bases científicas sólidas, as parcerias público-privadas (PPP) e os métodos de pressão dos pares da OCDE promovem o bem comum dos países em desenvolvimento ou das economias emergentes.

Procura-se uma articulação com os Estados, as associações empresariais, as fundações e as organizações intergovernamentais, descrita no trabalho (em coautoria com José Braz e Francisco Mantero) apresentado no Instituto Internacional de Macau em 10 e 11 de Março de 2003. Outros projectos sobre parcerias público-privadas para o desenvolvimento estão em preparação.

Dentro dos já realizados, destaca-se o projecto piloto sobre Moçambique realizado pelo Centro de Desenvolvimento da OCDE, o qual deu lugar a uma conferência em Maputo a 1 de Outubro de 2002 e a um relatório final em português,  patrocinado pelo Centro de Socio-Economia do IICT no quadro do  projecto sobre Memórias Comuns e seu Impacto.
Em Angola lançou-se a ideia num seminário sobre Desenvolvimento em português, organizado pela Embaixada de Portugal em 25 de Setembro de 2002.

Desde a fundação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP),  que os seus países membros reconheceram a importância da cooperação empresarial e das relações entre os parceiros sociais e a sociedade civil habituais noutras organizações intergovernamentais. Contudo, o Conselho Empresarial, cuja criação foi decidida no 1º Forum Empresarial da CPLP, realizado em 27 de Junho 2002 pela ELO,  ainda não começou a funcionar. Como refere o relatório sobre o evento , fiz uma apresentação sobre Lusofonia como Bem Comum, Colm Foy apresentou um relatório sobre Cabo Verde e Roberto Tibana o indicador compósito da actividade económica inserido no projecto piloto sobre Moçambique.
Em 12 de Abril presidi à mesa redonda sobre Comunicação e Império no IICT, na qual Colm Foy fez uma apresentação sobre Democracia e Desenvolvimento, baseado em trabalho conjunto Desenvolvimento, Pressão dos Pares e  Democracia, subsequentemente publicado pelo Korean Development Institute (rubrica nº 293 na lista das publicações), que foi objecto de comentários nomeadamente por parte de Ilídio do Amaral.
 
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